Phone Interview with Terrakota 

(made on Solar Reggae Show 01-06-2003)

In Portuguese Only....

Paulo Matos : temos neste momento em directo, Alex, um dos membros dos Terrakota, Alex antes demais boa noite e bem-vindo... Bom à partida era para termos Alex em directo, vamos tentar nova ligação.

Paulo Matos : vamos então voltar à antena, vamos tentar falar com Alex. Alex mais uma vez boa noite...bom parece que estamos com um pequeno problema técnico, vamos tentar mais uma vez.

Paulo Matos : vamos tentar mais uma vez, penso que à terceira será de vez, Alex ante demais boa noite...

Terrakota : boa noite (risos)

Paulo Matos :  à terceira é de vez (risos)...

Terrakota : è parece que sim (risos)

Paulo Matos :  OK, Alex, fala-nos um pouco de como e quando surgiu a banda Terrakota.

Terrakota : Bom, para já queria dizer boa noite outra vez e queria mandar boas vibrações para todo o pessoal que está a ouvir, depois, é uma longa história, vou começar pelo principio, e vou tentar ser breve. Eu. o Humberto e o Junior, que são três dos elementos da banda já há muito tempo que nos conhecíamos, já desde noventa e picos, e estávamos ligados à música Africana, andávamos a trabalhar por aí com pessoal da Guiné, porque gostávamos imenso da cena Africana, e particularmente da música mandinga, dos ballets africanos, e tinhamos aquela paixão por Africa, em 1999, já depois de saber bastante daquilo fomos viajar para Africa, e de guitarra às costas, lá nasceram os Terrakota. Começámos a tocar lá com os gajos e não sei quê, e músicas que encontram no disco como o Mali, o Bolomakoté foram começadas a ser "esgravatadas" lá mesmo com eles.

Paulo Matos : nas raízes, não é verdade ?

Terrakota : sim, depois quando voltámos começámos a ensaiar os três, na casa ocupada de Queluz, ainda vinhamos todos africanizados, todos tropicais com uma “granda pica”, e depois fomos integrando os outos elementos, quer dizer fomos vendo qual seria o caminho, pôr uma bocado de ordem na casa. Entrou o David que era um baterista que também ensaiava lá na sala, e depois rapidamente o Francesco e a Romi também juntaram-se, eram duas pessoas que a gente precisava, um baixista e uma cantora, para aquilo que queríamos fazer, e aí começámos mesmo a ensaiar a sério, isto no principio de 2000. Depois tivemos um ano inteiro num processo de ensaiar bastante, e de organizar os nossos proprios concertos, porque não há espaços, a vida é dificil no principio de uma banda, mas fizemos uma data de concertos, organizados por nós, uns em espaços fechados, outros ao ar livre, fartámo-nos de trabalhar para isso e no final desse ano gravámos uma maquetezinha, juntámos um dinheiro e gravámos uma maquetezinha, que é um CD nosso com 5 temas, essa maquete anda por aí a girar, algum pessoal conhece, e dpois no ano a seguir já tinhamos uma rotação maior ao nível de concertos importantes nas festas de Lisboa, concertos nos festivais, concertos em Câmaras no País todo e continuámos também a organizar concertos, e a cena, o resto da história, é que as coisas foram crescendo, crescendo e...

Paulo Matos : as coisas estão a funcionar não é verdade ?

Terrakota : Sim, sim, mas é uma luta...

Paulo Matos : É uma luta diária. Alex, as vossas influências como já referiste são imensas, o vosso disco é uma pura miscelânia sobretudo dos sons quentes de Africa, do Reggae também claro, no fundo Terrakota define-se como uma banda étnica ou ?

Terrakota : Ou quê ?

Paulo Matos : Ou ?

Terrakota : Risos, a gente não se define, a gente toca uma grande mistura que tem a ver com os estilos que a gente gosta, mas tem um certo elo de ligação, tem a ver com tropicalismo, tem a ver com liberdade, com um Mundo sem fronteiras, mas acaba sempre por ter o centro em Africa, porque quando vais ver todas as outras músicas que nos influenciam, são todas criadas pelos escravos que vieram de Africa e que migraram para essas várias zonas, ou da América do Sul ou, etc, etc, ou mesmo dentro da própria Africa, e no fundo vai tudo parar a Africa no final, mesmo o próprio Rock, o Reggae, a música das Caraíbas, influência de Cuba, vai sempre dar tudo a Africa, portanto se calhar somos um pouco uma banda, como é que disseste ? ètnica ?

Paulo Matos : Étnica.

Terrakota : Ou de Música do Mundo, quer dizer a gente não se define assim, mas se nos definirem assim, não está mal encaixado, mas nós não estamos preocupados com isso, não estmos a pensar não vamos fazer isto porque não somo isto...fazemos sempre o que nos apetece, mas sempre naquela onda de misturar, e ir buscar os ritmos tradicionais das cenas, não nos pomos a inventar muito.

Paulo Matos : OK Alex, o álbum de estreia teve excelentes criticas no Blitz, e em outros meios de comunicação social ao longo de 2002, mas também em outros Países como Espanha, França e Itália, não é verdade, voçês tiveram em tourneé por esses Países ?

Terrakota : Nós apartir de uma determinada altura, mesmo antes de gravar o disco nós começámos a fazer o mesmo esforço que tinhamos feito cá em Portugal, em outros Países, particularmente mais em Itália, porque o Francesco é italiano, e enfim, tinhamos lá uma boa base para começar, uma boa base de apoio, fizemos também alguns em França e em Espanha, mas a coisa está um pouco mais atrasada, estamos ainda no principio, e entretanto já estivemos 5 vezes em Itália, e vamos voltar o mês de Julho todo, quando chega o Verão estmos praticamente um mês em Portugal, outro em Itália.

Paulo Matos : Isso é muito bom.

Terrakota : E lá também temos um feedback muito positivo, sabes a gente vai seguindo o flow, também estmos meio espantados, e pronto vamos seguindo o flow, ás vezes estamos cansados mas a boa energia do público resolve sempre tudo.

Paulo Matos : É bom sinal, é bom sinal. Como já referi Terrakota é uma das bandas que marcará presença no festival Artmix Reggae 2003, o que é que o Massive pode esperar da vossa actuação sendo que alguns deles serão a primeira vez que vos vão ver ao vivo ?

Terrakota : A gente vai como de costume, se o público estiver quente, vamos dar tudo, damos sempre tudo, mas pronto, quanto mais o público dá mais nós damos, é uma química, é mesmo assim, não há como evitar, fora isso, estamos a tentar, estivemos de férias, porque entretanto a Romi teve um filho, e então estivemos parados quase 6 meses, as pessoas podem ter aquela ideia que tivemos um ano todo para mais evoluir, mas não, estamos a recomeçar agora, mas estamos a fazer um esforço já nestes próximos concertos para termos mais coisas novas para mostrar ás pessoas, não tantas como a gente queria, mas vamos ter ainda umas 3 ou 4, é só isso.

Paulo Matos : Ok Alex, obrigado por este momento de pura rádio em movimento, e sem dúvida, sem dúvida lá estaremos no festival Artmix, até lá tudo de bom para voçês.

Terrakota : Tá, OK. Tchau.

Paulo Matos : Um abraço.

Terrakota : Um abraço grande.

Solar Reggae 01-06-2003, Check It !!!

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